Reviews de Livros

Cidades de Papel

24/07/2015
Cidades de Papel

Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot. Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

A primeira vez em que ouvi o nome de John Green foi quando saiu o filme The Fault In Our Stars. Não sabia quem ele era e muito menos sabia que era escritor. A partir daí, gerou-se um hype enorme à volta deste escritor e, de repente, parecia que ler era a melhor coisa do mundo — e até é. Claro que fiquei curiosa para ler os livros dele. Em Março, encontrei o Cidades de Papel com um desconto de 40% no Continente e não hesitei. Trouxe-o comigo. Aventurei-me neste livro sem ler opiniões sobre ele e sem saber o significado de “cidades de papel”.

Muita gente me pergunta se o livro vale a pena: vale. Não é melhor romance desta vida, porque não é, mas lê-se muito bem, a história é leve e capta o leitor — é mesmo isto que se quer, não é? O final não é, em nada, daqueles previsíveis e totalmente cliché e acho que representa muito bem as milhares de coisas que passam pela cabeça de um jovem que se encontra a terminar o ensino secundário. Além disso, há várias temáticas em que, certamente, muita gente já pensou — como sair de casa e não voltar — e que são aqui exploradas. Além disso, acho que o livro é uma enorme ode à amizade e ao valor da amizade, embora não se note de imediato.

Gostei também das conversas entre as personagens serem realistas, ou seja, a linguagem é tratada de forma a que sintamos que estamos, de facto, a ler uma conversa entre pessoas com 17, 18 anos, com as expressões próprias dessa idade.

Ponto negativo: a Margo irritou-me um bocadinho, sinceramente. Não sei, mas irritou-me. Ainda assim, mal posso esperar para ver o filme e confirmar que a Margo é realmente irritante.