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23 COISAS QUE APRENDI AOS 23

23 coisas que aprendi aos 23
Presumo que já tenham notado que envelheci. Não notaram? A sério? Ena, que bom! Mas envelheci. No meio desta pausa, fiz anos. Não se preocupem. Eu não quis mesmo alarido à volta do dia e não estava nas redes sociais. Mas a tradição já manda que, todos os anos, haja um texto sobre o que o ano me trouxe e este ano não é diferente.
Aprendi a desafiar-me e gravei, editei e publiquei vídeos. Quero fazer mais. Aprendi que ainda sei escrever livros — e, mais importante, que sei escrevê-los até ao fim. Aprendi, de uma forma diferente, que há uma certa magia em terminar um livro. Porque terminar este foi diferente de todos os outros. Aprendi a deixar ir quem não tem lugar para nós. A deixar mesmo ir, sem tristezas. Está tudo bem, fica tudo bem — o Silva e a Anitta têm razão.

Aprendi a dar as opiniões mais importantes e a ficar calada quando não vale a pena falar (o que acontece muitas vezes quando as pessoas não estão dispostas a ouvir). Aprendi a posicionar-me a nível social, político, cultural, sem passar por cima de ninguém, com motivos para cada posição. Aprendi, principalmente, a lutar por aquilo em que acredito, mais do que a nível pessoal: a nível social.
Aprendi que as promessas das fitas de finalista têm prazos de validade. Aprendi a não esperar o que quer que seja de quem quer que seja. Aprendi que vale a pena esperar para conhecer as pessoas cara a cara quando essas pessoas são como o Jota. Aprendi a acreditar na minha escrita. Já era tempo! Aprendi que não me sinto eu quando passo meses sem usar batom. Aprendi a voltar a sentir amor canino.
Aprendi que estou cansada de Lisboa. E que estou pronta para algo novo. Aprendi a respirar quando o mundo parece querer sufocar-me. Aprendi o que é perder a esperança e como, mesmo assim, alguém consegue fazer-me acreditar — chama-se Sérgio Conceição e fez-me acreditar no FC Porto. Já é alguma coisa! Aprendi que as pessoas vão ter sempre opiniões a partilhar, mesmo que não as peçamos. O melhor é ouvir, sorrir e acenar. Não vale a pena ripostar.
Aprendi que não me importo com as visualizações de cada publicação quando dou o melhor no conteúdo que faço. Aprendi que a evolução é necessária e satisfatória, mesmo quando deixamos de nos identificar com pessoas, blogs, músicas, coisas. Aprendi a ser tão sincera comigo como sou com os outros. Aprendi que estar sozinha assusta mais os outros do que alguma vez me assustou… talvez porque aprendi há muito tempo a estar sozinha sem me sentir só. Aprendi que continuo a aprender. E aprendi que ainda tenho muito a aprender.

4 Comentários

  • Reply
    Andreia Morais
    19/11/2018 at 23:23

    «Aprendi a ser tão sincera comigo como sou com os outros». Sem qualquer desmérito por todas as outras aprendizagens, que são igualmente, importantes, acho que esta é crucial. E é o ponto de partida para as restantes.
    Que venham ainda mais aprendizagens!

    Os meus parabéns, ainda que atrasados 🙂

  • Reply
    Mary
    20/11/2018 at 09:52

    A aprendizagem é uma constante, é cliché, mas é verdade. E são todas essas aprendizagens que nos ajudarão a levantar num dia difícil e que nos fazem ser tudo que somos 🙂
    Parabéns Sofia, que continues a aprender, a saber estar só contigo e que sejas feliz . Beijinho

  • Reply
    Suspiros da Bea
    20/11/2018 at 14:44

    «Aprendi que não me importo com as visualizações de cada publicação quando dou o melhor no conteúdo que faço. » por vezes uma pessoa fica mesmo desiludida, depois de ter tido tanto trabalho. Eu acho que ainda não consegui aprender isto 🙁

  • Reply
    Carolayne T. R.
    05/01/2019 at 11:14

    "(…) aprendi há muito tempo a estar sozinha sem me sentir só." – VAMOS SÓ IMPRIMIR ISTO E COLAR PELO MUNDO!!
    És um belo produto da natureza e mereces muuuita coisa boa do mundo! 💝💝

    LYNE, IMPERIUM BLOG

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